O avanço do Comitê do IBS na discussão da regulamentação da Reforma Tributária é um passo esperado. Contudo, para o C-level, a verdadeira batalha se desenha nos desafios da governança do novo sistema e, principalmente, na extensão e complexidade da transição fiscal. Não se trata apenas de definir alíquotas, mas de como as decisões serão tomadas e geridas, e como as empresas operarão em um ambiente híbrido por décadas.
A governança, centrada no futuro Conselho Federativo, determinará a autonomia dos entes federativos e a agilidade na restituição de créditos, impactando diretamente o fluxo de caixa e a competitividade. A indefinição deste modelo cria um vácuo de previsibilidade. Mais crítica ainda é a transição, que pode se estender por 50 anos. Empresas precisarão gerenciar sistemas duais, regras antigas e novas simultaneamente, uma carga operacional e de compliance sem precedentes que exigirá reavaliação de estruturas de custos, preços e até cadeias de suprimentos.
Por que isso importa para sua empresa?
Este cenário exige uma revisão estratégica imediata. Líderes devem começar a modelar cenários de impacto, considerando as variáveis de governança e os marcos da transição. O planejamento tributário de longo prazo será vital, assim como o investimento em tecnologia e na capacitação de equipes para lidar com a nova complexidade. A capacidade de adaptação e a proatividade na discussão regulatória, por meio de associações setoriais, serão diferenciais competitivos para mitigar riscos e transformar incertezas em oportunidades.